Italiano tradicional
Casca grossa, miolo alveolado. Fermentação longa, levain ativo. O pão de toda mesa.
Padaria artesanal em Porto Seguro: pães de fermentação natural, croissants de manteiga e memórias afetivas, feitos à mão no sul da Bahia.
Sara Serra dos Santos tem trinta e quatro anos, é mãe da Juju e nasceu em Porto Seguro. Antes da Padoca, foram quase oito anos atrás do balcão de uma rede de lojas de calçados. Numa manhã qualquer, se arrumando pro trabalho, ela se olhou no espelho e disse: “Deus, eu não aguento mais essa vida. Eu não sei como você vai fazer, mas eu sei que você vai dar um jeito.” Quinze dias depois, a Juju, ainda com dois anos e meio, foi internada com pneumonia, bronquiolite e suspeita de H1N1. Sara largou o emprego para cuidar da filha.
Sem renda, sem proporção do próprio propósito, em desequilíbrio emocional, ela passou a escrever cartas pra Deus todos os dias. Não pedia — desabafava. E fechava sempre da mesma forma: “que seja feita a sua vontade, porque eu sei que é perfeita e agradável.”
· · ·Veio a pandemia. Pra reunir a família em lives, Sara começou a fazer pãezinhos caseiros e empadões. A cunhada provou e perguntou: “Sara, você já ouviu falar de fermentação natural?” Curiosa de natureza, ela foi pro YouTube. Levou quinze dias só pra conseguir um fermento que vingasse. Frustrou. Quase desistiu. Tentou de novo.
O pai da Juju deu dez quilos de farinha pros testes. Sara começava de manhã e terminava de madrugada. Esqueceu fermento, esqueceu sal, jogou farinha fora. Até que um pão saiu bonito. Embalou com capricho, levou pra cunhada, que postou no Instagram. As mensagens começaram a chegar.
Foi assim que nasceu a Padoca da Sara: com zero reais, dez quilos de farinha e um sonho. Sara assava os pães numa panela de ferro porque não tinha o forno certo pra fazer a casca. Usou o auxílio emergencial pra comprar insumos e embalagens e pra abrir o perfil no Instagram. No segundo mês, comprou uma batedeira com a venda dos próprios pães. Foi atrás de cursos: pães artesanais com fermentação natural, panetone artesanal, croissant francês, pães rústicos italianos.
· · ·Há uma semana, Sara inaugurou o espaço de produção que ela desenhava na cabeça antes de dormir, planejando onde cada máquina ficaria. Nos dois meses anteriores à inauguração, produziu nove mil croissants. Trabalha das sete da manhã às oito da noite, com pausa só pra academia e pra buscar a Juju na escola. A equipe são cinco mulheres. E a Juju, com nove anos, já é mini-empreendedora — vendeu ovos de Páscoa na loja.
“É uma mistura de farinha e água, tempo e temperatura. É uma colônia de bactérias e leveduras, micro-organismos. É um planeta dentro de um potinho de farinha e água. É vivo, ele realmente se multiplica ali.”
— Sara Serra
Massa folhada feita com farinha italiana e manteiga extra sem sal. Nunca margarina. Nove mil unidades produzidas nos dois meses antes da inauguração — e ainda assim vendem como se fosse o primeiro.
Italiana
Manteiga extra sem sal
Margarina
Casca grossa, miolo alveolado. Fermentação longa, levain ativo. O pão de toda mesa.
Pão europeu de várias gemas, muita manteiga, farinha italiana. Aveludado por dentro, dourado por fora.
Azeite extra virgem, alecrim, tomatinho cereja. Combina com vinho, com conversa, com sexta à noite.
Aveia tostada por cima. Miolo macio, casca rústica. O café da manhã que dura a semana toda.
Bandeja saindo do forno. Folheado lustroso, manteiga dourada, casca que estala. Carro-chefe da casa.
Cuca no estilo Rio Grande do Sul — a que fez uma cliente em tratamento lembrar da mãe. Memória vira pão.
Uma cliente em tratamento de câncer escreveu pra Sara contando que comeu a cuca da Padoca e lembrou da mãe, lá no Rio Grande do Sul. Sara nunca foi ao Sul. Nunca pisou na cozinha daquela senhora. E mesmo assim, conseguiu trazer aquela memória de volta — em forma de massa, açúcar e canela.
É isso que ela diz quando perguntam o que é o maior orgulho do trabalho. Não é o forno novo. Não é o número de croissants. É alimentar memória. Saber que uma parte dela está indo na casa das pessoas, junto com a cuca, junto com o cheiro, junto com a história delas mesmas.
Qual memória cabe num pão seu?
No fim das contas, não é sobre ter muito. É só não desistir com pouco.— Sara
↳ Sara · fundadora & padeira-chefe
↳ A equipe · no espaço industrial recém inaugurado
Fundadora · Padeira-chefe
Começou no espelho, em 2020. Hoje pensa em campos de trigo na Itália antes de dormir.
Administrativo · Logística
Irmã da Sara. Garante que tudo o que entra na loja saia na hora, com a embalagem certa.
Confeitaria
Mãe da Sara. Doce de fundo de quintal, mão de avó, paciência de quem cozinha a vida inteira.
Produção
Mais quatro mãos no forno, no fim de semana cheio e na sexta de pronta entrega.
Produção
Quinta pessoa do time. Acompanha a Sara na bancada e no embalo das encomendas da semana.
A Juju, nove anos, já é mini-empreendedora. Vendeu ovos de Páscoa na loja e está aprendendo a dizer o preço sem timidez. Provavelmente vai herdar a Padoca antes da hora.
Eu sonho grandão. Já que a gente pode sonhar, e a gente não paga nada para sonhar.— Sara, planejando franquias
@padocadasara — o catálogo vive no link da bio, atualizado toda semana.
Abrir Instagram → 02 · PedidosDireto no nosso catálogo do WhatsApp. Combine entrega ou retirada.
Falar com a gente → 03 · DeliveryTodos os dias a partir das 16h. Doces, salgados e pães da semana.
Pedir no iFood → 04 · Pronta entregaSexta-feira é dia. Pão da semana, croissants quentes e a coxinha de costela.
Como chegar →De segunda a quinta a Padoca abastece hotéis e cafeterias de Porto Seguro com croissants, brioche e pães de forma. Atendimento personalizado por demanda — fale com a Camila.
Rua dos Colibris, 1008 — Fontana II, Porto Seguro / BA.
Inaugurado em 2026, projetado pela própria Sara antes de dormir, mil vezes.